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Pesquisa direta de Chlamydia trachomatis 

 

As infecções por C. trachomatis representam uma preocupação constante nos consultórios de Ginecologia em todo o mundo, o que se confirma diariamente pelo grande número de exames solicitados para esclarecer essa suspeita. Ainda que, do ponto de vista clínico, as manifestações possam não ser tão expressivas, a falta do tratamento ou a demora na instituição da terapêutica podem comprometer a saúde da mulher, ocasionando infertilidade e gravidez ectópica.

Por conta disso, queremos reforçar a importância de obter o diagnóstico direto dessa infecção, que pode ser feito fundamentalmente pela imunofluorescência direta (IFD) e por técnicas moleculares, com destaque para a PCR, que apresenta não apenas maior sensibilidade, mas também melhor definição dos resultados.

Embora já tenham sido bastante válidos, o método imunoenzimático e a técnica de imunofluorescência indireta (IFI) hoje não permitem o estabelecimento de valores de corte significativos na análise de amostras isoladas de soro, o que, em decorrência das reinfecções constantes e da eventual demora para estabelecer o diagnóstico, acaba resultando em níveis de anticorpos elevados e pouco esclarecedores. Para ter uma ideia, num levantamento realizado pelo Grupo Fleury de fevereiro até junho deste ano, 60% das amostras que entraram em rotina para a detecção de anticorpos contra clamídia apresentaram reatividade, com títulos acima de 20. Essa alta taxa pode representar apenas infecções anteriores, e não mais em curso, o que mostra a importância da utilização de métodos que demonstrem, com maior acurácia, a presença do agente infeccioso, e não apenas dos anticorpos. O uso da pesquisa direta não comporta esse risco, conferindo mais segurança e objetividade na abordagem dessas infecções.

Fonte: Celso Granato, assessor médico em Infectologia do Grupo Fleury
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Este material foi elaborado pelo Weinmann, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.  

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