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A transmissão da hepatite A – doença infecciosa que causa inflamação no fígado – ocorre mais frequentemente em locais com condições precárias de saneamento básico, uma vez que o vírus causador é eliminado no ambiente através das fezes dos portadores, podendo contaminar água e alimentos, que se tornam a principal fonte de aquisição da infecção. No entanto, engana-se quem acha que está protegido de contraí-la por não frenquentar lugares com essa característica.
Em virtude dessa forma de transmissão, a hepatite A está relacionada a hábitos de higiene e ao preparo dos alimentos. Isso implica em dizer que lavar as mãos antes das refeições e os alimentos antes de ingeri-los são procedimentos simples, que se não forem devidamente adotados podem favorecer a ocorrência da doença.
Alguns alimentos apresentam maior probabilidade de contaminação pelo vírus da hepatite A, por exemplo, mariscos e ostras, pois habitualmente são consumidos crus. A procedência e o acondicionamento desses alimentos devem sempre ser observados. O mais seguro é preferir aqueles que sejam bem cozidos durante o preparo. Além disso, é fundamental ingerir somente água tratada.
Nas cidades que não possuem sistema adequado de tratamento de esgoto, é comum ocorrer contaminação da água do mar, cachoeiras e rios. Por isso é importante estar sempre atento ao tomar banho nesses locais, pois o vírus pode estar presente na água, e a infecção poderá ocorrer se houver ingestão acidental, mesmo que em pequena quantidade.
Felizmente, na maioria das vezes, a hepatite A é uma doença benigna e auto-limitada, que geralmente não cursa com complicações. Grande parte das infecções passam despercebidas, sem que o indivíduo apresente sintomas. No entanto, as formas sintomáticas podem ser bastante desconfortáveis e, por vezes, prolongadas. Nesses casos, os primeiros sintomas surgem entre 10 e 50 dias após a aquisição da infecção. Os sintomas mais comuns são febre, pele e olhos amarelados (icterícia), náusea e vômitos, mal-estar, desconforto abdominal, falta de apetite, urina escurecida (com “cor de coca-cola”) e fezes esbranquiçadas.
Ao surgirem os sintomas descritos, uma avaliação médica é essencial. Em caso de suspeita de hepatite A, o diagnóstico pode ser confirmado por exame de sangue específico, que permite a diferenciação com outros tipos de hepatite. Não há tratamento medicamentoso direcionado ao vírus, mas o doente deve receber medicamentos que minimizem o desconforto dos sintomas, e orientações de repouso, dieta e hidratação. É necessário acompanhamento, uma vez que, eventualmente, a doença pode ter evolução desfavorável, com grave disfunção do fígado. A recuperação ocorre quando o próprio organismo do indivíduo passa a produzir anticorpos que neutralizam o vírus.
Existe vacina contra a hepatite A recomendada para todas as crianças a partir de 1 ano de idade e para pessoas que viajam para áreas onde a hepatite A é muito frequente. A Sociedade Brasileira de Imunizações recomenda duas doses da vacina anti-hepatite A, com seis meses de intervalo entre elas, tanto para crianças, quanto para adultos. Na rede publica de saúde, a vacina está disponível apenas para alguns grupos de maior risco de formas graves da doença, porém é possível recebê-la em serviços privados que ofereçam vacinação.
Assim, ao adotar medidas preventivas associadas, como vacinação, bons hábitos de higiene pessoal e cuidados no preparo dos alimentos, é possível evitar não só a hepatite A, como diversas outras doenças infecciosas. ___________________________________________________ Este material foi elaborado pelo Weinmann, tendo caráter meramente informativo. Não deve ser utilizado para realizar autodiagnóstico ou automedicação. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.
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